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No dia 12 de junho de 2025, a Rua Cajueiro, no bairro Sausalito, recebeu uma equipe da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, em uma importante ação de vigilância ambiental coordenada pelo Instituto Pasteur, referência em pesquisas de saúde pública.


O motivo da operação foi a notificação de um sagui encontrado morto próximo ao lago da sede do bairro ? um alerta que mobilizou a equipe técnica para investigar a possível presença do vírus da febre amarela, uma doença grave transmitida por mosquitos e que pode afetar humanos e primatas.




Como foi feita a ação?


A equipe utilizou técnicas de captura de mosquitos transmissores da febre amarela, especialmente os do gênero Haemagogus e Sabethes, conhecidos por circular em áreas de mata e serem os principais vetores do vírus na natureza.

Entre os métodos utilizados estavam:




O objetivo dessas coletas é analisar os mosquitos capturados em laboratório para verificar se estão infectados com o vírus da febre amarela. Essa investigação é essencial para identificar a presença do vírus na região antes que ele chegue à população humana.




Os macacos não transmitem febre amarela aos seres humanos

É fundamental deixar claro: os macacos não transmitem febre amarela diretamente para os seres humanos. Eles não são os vilões ? ao contrário, são vítimas da doença, assim como nós. O ciclo da febre amarela silvestre funciona da seguinte maneira:


  1. Um mosquito silvestre infectado pica um macaco saudável e transmite o vírus;
  2. O macaco adoece ? muitas vezes vindo a óbito;
  3. Um outro mosquito que pica esse macaco doente se contamina com o vírus;
  4. Esse mosquito infectado, então, pode transmitir a doença ao picar uma pessoa.


Por isso, os macacos são considerados "sentinelas" da febre amarela: sua morte pode indicar a presença do vírus na região. Assim, quando encontramos um primata morto, isso é um alerta importante para proteger os humanos e controlar a circulação do vírus.


Matar ou maltratar macacos é um crime ambiental e prejudica o combate à doença, pois impede o monitoramento correto da febre amarela. Além disso, saguis e bugios são espécies nativas, frágeis e fundamentais para o equilíbrio ecológico, como a dispersão de sementes e o controle de insetos.




Por que essa ação é importante para todos nós?


  1. Ajuda a prevenir surtos de febre amarela em humanos, monitorando as áreas de risco antes que o vírus se espalhe.
  2. Protege a fauna silvestre, contribuindo para que os macacos, que são espécies ameaçadas e importantes para o equilíbrio ecológico, sejam preservados.
  3. Informa e conscientiza a população sobre a importância de não agredir, capturar ou matar os macacos, que muitas vezes são injustamente culpados durante os surtos.
  4. Fortalece a vigilância ambiental e epidemiológica no município de Mairiporã e no nosso bairro.



Como podemos ajudar?



Essa ação é mais um exemplo da importância da cooperação entre moradores, órgãos públicos e instituições de pesquisa. Ao preservar a fauna e apoiar o trabalho de vigilância, estamos cuidando não só do nosso bairro, mas da saúde de toda a nossa comunidade.

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Sausalito é natureza, é vida. Vamos proteger juntos! ???